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Evite surpresas com a Rede RS-485 PDF Imprimir E-mail

Problemas com a rede RS485?

Redes RS485/Modbus-RTU já existem há bastante tempo no mercado e não apresentam mais qualquer surpresa, certo? Errado! Embora esse tipo de rede seja bem simples, cada instalação é única e possui particularidades próprias, capazes de pregar algumas peças até em instaladores experientes. Além disso, com a pressão normalmente envolvida nesses casos, com prazos apertadíssimos de posta-em-marcha, muitas vezes erros banais são cometidos. Assim, propomos algumas dicas para ajudar a planejar e depurar o funcionamento da sua rede:

NOTA TÉCNICA NOVUS  *Publicada em 01/02/2012

1. Jamais tente colocar dois mestres Modbus-RTU na mesma rede! O protocolo Modbus-RTU permite apenas um mestre e o acréscimo de um segundo poderá tornar o funcionamento da rede intermitente (ora funciona, ora para de funcionar) ou impedir totalmente o funcionamento, dependendo da configuração utilizada.

2. Se possível, crie a rede aos poucos. Inicie com um escravo e adicione os demais um por um, sempre verificando se o funcionamento da rede continua OK. No caso de um problema qualquer, a depuração será muito mais fácil.

3. Todos os escravos devem ser configurados com a mesma velocidade (baudrate) e a mesma paridade. Em contrapartida, cada escravo deve ser configurado com um endereço Modbus único. A duplicação de endereços poderá causar problemas na comunicação com aquele endereço, pois ambos os aparelhos tentarão responder aos comandos.

4. Cuidado no cabeamento! Evite passar os cabos de comunicação junto aos cabos de energia. Ao prender os cabos nos equipamentos, cuide para não inverter um pelo outro. A inversão em um único ponto pode impedir o funcionamento de toda a rede.

5. Em redes longas, onde os equipamentos estão distribuídos em pontos distantes uns dos outros, procure utilizar o terceiro fio unindo os terras da comunicação dos equipamentos. Isso ajudará a evitar problemas de comunicação devido à diferença de potencial de um local para o outro.

6. Ao desconfiar do funcionamento adequado da comunicação de um equipamento da rede, troque sua posição física em relação a outro que esteja funcionando corretamente. Assim, será possível verificar se o problema está no equipamento em si (tipicamente, configuração) ou se está na posição física (tipicamente, problema de cabeamento ou ruído).

7. Reflita sobre qual a velocidade de comunicação necessária para a sua aplicação. Tente resistir ao uso da maior velocidade possível só pelo fato de que ela está disponível! Muitas vezes, redes um pouco mais lentas se tornam até mais eficientes pelo fato de possuírem uma baixa taxa de erros e, dessa forma, requererem poucas retransmissões. Da mesma forma, verifique se as distâncias envolvidas permitem a velocidade desejada. Cabos muito longos e velocidades muito altas normalmente não se dão bem!

 


8. Configure corretamente os tempos do mestre Modbus. O time-out da resposta do escravo (tempo que o mestre deve esperar pela resposta até considerar que houve erro de comunicação) normalmente não tem qualquer relação com a velocidade de comunicação e um valor de 0,5 segundos é adequado para uma primeira tentativa. Equipamentos mais antigos podem necessitar de um time-out maior. É muito comum também a configuração do tempo entre comandos, ou seja, quanto tempo o mestre deve esperar entre receber a resposta de um comando e enviar o próximo. Esse valor pode depender da velocidade de comunicação utilizada, mas um valor de 50 ms é adequado para a maioria dos casos. Durante a depuração de problemas, sugerimos que esses tempos sejam aumentados, pois ficará mais fácil acompanhar o padrão de piscadas dos leds dos equipamentos (ver abaixo).

9. Também é importante ter em mente o tempo de varredura (scan) da rede, ou seja, o tempo que o mestre precisa para ler todos os dados desejados. De acordo com a velocidade de comunicação configurada, o número de comandos Modbus necessários para se obter os dados desejados (veja que nem sempre é uma relação direta com o número de equipamentos/escravos em operação) e o tempo de resposta de cada um, pode-se calcular com razoável precisão qual o tempo de varredura da rede. Note que o tempo de varredura pode aumentar consideravelmente quando as coisas não vão bem com o sistema. No pior caso possível, quando nenhum escravo responder, o tempo será o número de comandos da varredura multiplicado pelo número de tentativas por comando, multiplicado ainda pelo time-out configurado.

 

original: clique aqui

 

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